Brasília (DF) - A primeira visita da presidenta Dilma Rousseff à China rendeu compromissos do governo do presidente chinês, Hu Jintao, que atendem à parte dos apelos dos empresários brasileiros. Hu Jintao prometeu abrir o mercado chinês aos produtos brasileiros, como carnes suína e bovina, além de aves, tabaco e frutas cítricas. As parcerias incluem ainda questões sociais, de turismo, educação e esportes.
Os acordos foram sintetizados em um comunicado conjunto anunciado ontem por Dilma e Hu Jintao, que reúne 29 pontos, durante solenidade em Pequim. ''(Os presidentes) coincidiram em estender a cooperação para novas áreas, com base nos princípios de respeito mútuo, igualdade e benefício recíproco'', apontou o documento.
No comunicado, a China sinalizou que pretende atender ao apelo do empresariado brasileiro para abrir seu mercado. ''A parte chinesa manifestou disposição de incentivar suas empresas a ampliar a importação de produtos de maior valor agregado do Brasil. A parte brasileira reafirmou o compromisso de tratar de forma expedita a questão do reconhecimento da China como economia de mercado'', destacou o texto. De acordo com o documento, Dilma e Hu Jintao ''mantiveram reunião em clima cordial e amistoso''.
No comunicado, Dilma e Hu Jintao consideraram ''positivos os resultados alcançados com a visita, cujo sucesso contribuirá para dar renovado impulso ao desenvolvimento da Parceria Estratégica Brasil-China''. Ao longo do dia, foram assinados acordos de cooperação nas áreas de política, defesa, ciência e tecnologia, recursos hídricos, esporte, educação, agricultura, energia elétrica, telecomunicações, aeronáutica, entre outros.
Conforme o documento, chineses e brasileiros consideraram ainda que houve avanços na cooperação econômico-comercial envolvendo os dois países, nos últimos anos. O texto lembrou que, desde 2009, a China é o principal parceiro econômico do Brasil - com superávit para o lado brasileiro.
O texto confirmou ainda a parceria para ação conjunta envolvendo a aviação executiva e regional, referindo-se às empresas de transporte aéreo da China e a Embraer. A fabricante brasileira começará a produzir o jato executivo Legacy em território chinês. O documento também confirmou o anúncio que havia sido feito pelo Ministério da Agricultura de que três frigoríficos brasileiros passarão a exportar carne suína para a China - maior mercado do mundo. O Ministério não divulgou os nomes mas especula-se que um deles pertenceria à BRF-Brasil Foods. A previsão é de que as exportações brasileiras somem cerca de 200 mil toneladas em cinco anos.
Pelo acordo, será fortalecido o ''diálogo'' para a promoção do comércio de alimentos e produtos agrícolas entre ambos. Deverão ser acelerados os processos de registros de novos estabelecimentos comerciais brasileiros - nas áreas de carnes bovina e suína, além de aves - que venderão produtos para a China.
A pauta comercial entre China e Brasil também ganhou novos elementos incluindo gelatina, milho, folha de tabaco dos estados da Bahia e Alagoas, embriões e sêmen de bovinos, frutas cítricas, do Brasil, e peras, maçãs e frutas cítricas, da China.

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