RIO - A China, que já consolidou sua entrada no mercado brasileiro concorrendo com produtores nacionais de calçados, brinquedos e vestuário, prepara agora uma ‘‘invasão tecnológica’’ do Brasil. A previsão do consultor econômico da Embaixada da China, Gu Feng Xiang, é de que este ano o comércio entre os dois países supere os US$ 2 bilhões do ano passado e os chineses querem passar agora para investimentos em comércio de alto valor agregado, com tecnologia de ponta. ‘‘Outra Guerra Fria já está começando e quem não investir em ciência e tecnologia não terá vez no comércio exterior’’, afirma Xiang.
Até o início de 1998, os dois países lançam em conjunto seu primeiro satélite de coleta de dados, um investimento de US$ 150 milhões. Ontem, o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério das Minas e Energia, Lourival Mônaco, informou que o órgão está montando um escritório no Brasil para venda de softwares da China e a própria Finep deverá ter uma representação em território chinês. O início da campanha por parcerias tecnológicas entre governo e empresariado dos dois países acontecerá sexta-feira, com o lançamento, no Hotel Copa D’Or, no Rio, da Expo China Hi-Tech.

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