China lançará plano para estimular a sua economia
Pacote, de US$ 12 bilhões em bônus, irá para projeto de infra-estrutura na regiões mais pobres
JAMES KYNGE
de Pequim
A China planeja estimular sua economia por meio de um pacote de 100 bilhões de iuans (US$ 12 bilhões) no ano que vem, apesar dos temores oficiais de que a adesão à Organização Mundial do Comércio (OMC) possa ajudar a conduzir o déficit público chinês a um patamar desconfortável.
Lou Jiwei, vice-ministro das Finanças, disse que o pacote de US$ 12 bilhões em bônus especiais do Tesouro será lançado no começo do ano que vem, depois de emissões similares no valor de US$ 7,2 bilhões este ano e de US$ 12 bilhões em 1998.
Os proventos da emissão do ano que vem estão reservados a projetos de infra-estrutura, especialmente nas regiões central e ocidental do país, relativamente pobres, e à concessão de empréstimos sem juros para o aperfeiçoamento tecnológico das companhias estatais.
Pequim espera que o pacote de estímulo permita que a China atinja um nível de crescimento pelo menos igual aos 7% previstos para este ano. O crescimento nos três primeiros trimestres de 1999 ficou em 7,4% em termos anualizados, diante dos 7,8% em 98.
Não foi anunciada ainda uma meta oficial de crescimento para o ano 2000, mas um funcionário do governo chinês disse ao Financial Times que a China quer atingir um crescimento anual médio de 7% durante o plano quinquenal, que vai de 2001 a 2005.
Ma Xiuhong, assistente do Ministério de Comércio Exterior e Cooperação Econômica, deu algumas indicações sobre o destino das verbas para infra-estrutura. Ela disse que nos próximos anos o total de quilômetros de metrô no país aumentará dez vezes, e que o total de ferrovias de superfície crescerá de 10 mil para 40 mil quilômetros.
Também seriam precisos fundos para conduzir uma política de urbanização de longo prazo. Estima-se que por volta de 2020 (quando a população chinesa terá chegado a 1,45 bilhão de habitantes), cerca de 200 milhões de pessoas terão deixado o campo.





