China habilita quatro frigoríficos do Paraná para exportação
Todas as plantas são de carne de aves e se somam a outras 21 pelo Brasil que foram aprovadas para embarques de proteína animal pelo país asiático
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de setembro de 2019
Todas as plantas são de carne de aves e se somam a outras 21 pelo Brasil que foram aprovadas para embarques de proteína animal pelo país asiático
Fabio Galiotto - Grupo Folha 
A China habilitou mais 25 frigoríficos brasileiros, dos quais quatro paranaenses, para exportação de carnes ao gigante asiático, que tem a maior população e é um dos principais mercados consumidores de proteína do mundo. O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) confirmou a informação nesta segunda-feira (9), depois de receber comunicado da GACC (Administração Geral da Aduana da China).

O número de empresas habilitadas sobe, assim, de 64 para 89 e todas podem exportar imediatamente. Dos novos estabelecimentos habilitados no País, 17 são produtores de carne bovina, seis de frango, um de suíno e um de asinino (jumentos). As negociações foram conduzidas pelo Mapa, pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Embaixada do Brasil na China. Ainda, a ministra Tereza Cristina e comitiva viajaram em maio para China e outros países asiáticos com o objetivo de ampliar a venda dos produtos agropecuários brasileiros.
No Paraná, todas são de avicultura de corte. A liberação foi dada para a unidade de Mandaguari da Cooperativa Central Aurora Alimentos; para a Coasul Cooperativa Agroindustrial, de São João; para a Gonçalves e Tortola, de Paraíso do Norte; e para a Granjeiro Alimentos, de Rolândia.
Por meio de assessoria, a Coasul e a Aurora informaram que aguardam o recebimento da comunicação oficial da habilitação, antes de qualquer pronunciamento sobre o assunto. Não foi possível contato com o responsável na Frango Granjeiro.
Segundo o Sindiavipar (Sindicado das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná), o início das exportações destas plantas aumentará a capacidade de abates e a expectativa é que gere mais empregos. “A efetivação destes novos postos de trabalho, entretanto, depende do contingenciamento, continuação desse mercado e volume dessas operações. A entidade ainda reforça que as indústrias avícolas paranaenses já possuem estrutura e qualidade para atender a todo o mundo, isso porque já destinam sua produção para 160 países”, informa, em nota.
A entidade reitera que mantém a busca por habilitações para a China e para outros destinos, assim como as empresas investem na eficiência e na qualidade da produção.
VENDAS
O Paraná é o maior produtor e exportador de aves do País. Pelo Porto de Paranaguá foram embarcados 1,1 milhão de toneladas de janeiro a agosto, 12% a mais do que as 982,4 mil do mesmo período do ano passado. A receita total foi de R$ 1,75 bilhão, ou 73% do valor total obtido com as vendas ao exterior de carnes no local. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.
Os principais destinos são China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Hong Kong, que também funciona como entreposto chinês. A demanda pela carne de frango, assim como pela de suínos, aumentou muito no gigante asiático após boa parte do rebanho de porcos do país precisar ser sacrificado, devido à proliferação da Peste Suína Africana. As aves funcionam também como substituição à proteína de suínos.
Entre todos os tipos de carnes, foram 1,28 milhão de toneladas exportadas por meio de Paranaguá, alta de 13,27% ante 1,13 milhão dos oito primeiros meses do ano passado. A receita neste ano foi de US$ 2,41 bilhões.
GIGANTE NACIONAL
Entre as grandes empresas do setor, BRF, Minerva e Marfrig têm, cada uma, duas unidades autorizadas. Em comunicado ao mercado, a Minerva empresa informou que foram habilitadas as unidades de Rolim de Moura (RO) e Palmeiras de Goiás (GO), duas das maiores capacidades de abate de carne bovina da companhia, com um total de 3,5 mil cabeças ao dia.
Somada à unidade de Barretos (SP), que já exporta para o mercado chinês, a divisão Brasil da empresa passa a atender a China por meio de três plantas, que têm capacidade de 4.340 cabeças diárias, ou 45% da capacidade total de abate da divisão Brasil.
As unidades habilitadas da Marfrig ficam em Mato Grosso, nos municípios de Tangará da Serra e Várzea Grande. Com isso, a companhia passa a ter cinco unidades no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina habilitadas a embarcar para a China. (Agência Estado)


