China fecha acordo de cooperação com o Brasil
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Priscilla Murphy<br> Agência Estado 
Brasília A China assinou ontem um acordo com Portugal e seis de suas ex-colônias, incluindo o Brasil, para estreitar as alianças comerciais, os investimentos e a cooperação técnica nas áreas de agricultura, pesca, construção, engenharia e recursos naturais. ''O objetivo é definir medidas concretas que sejam traduzidas em mais comércio, investimentos e cooperação'', disse o vice-primeiro ministro de Portugal, José Luís Arnaut, durante a cerimônia de assinatura do acordo, em Macau, ex-enclave português que servirá como principal elo entre a China e o mundo em língua portuguesa.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Luiz Fernando Furlan, que representou o Brasil no Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, enfatizou a importância da aproximação entre a China e os países de língua portuguesa, segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério.
''Esta é uma grande oportunidade para abrirmos o diálogo com os países de língua portuguesa e principalmente com a China, que assumiu este ano o posto de segundo parceiro comercial do Brasil.'' Além de representantes de Portugal e do Brasil, a cerimônia de assinatura do acordo contou com a presença de autoridades de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor Leste. O grupo acertou que vai se reunir a cada três anos.
O vice-ministro do Comércio da China, An Min, declarou que o acordo servirá como um guia de cooperação comercial e econômica. As autoridades de Macau pretendem dobrar o comércio anual entre a China e países de língua portuguesa nos próximos cinco ou sete anos, atualmente em US$ 6 bilhões por ano.
Furlan aproveitou para falar dos bons números entre Brasil e China, que já é o segundo parceiro comercial do País, só perdendo para os Estados Unidos. De janeiro a setembro deste ano, o Brasil exportou para a China US$ 3,4 bilhões, o que corresponde a 6,4% do total das vendas ao exterior. O crescimento das vendas para a China é de 89%, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando as exportações chegaram a US$ 1,8 bilhão.
Em Macau, Furlan comandou um encontro entre os empresários brasileiros participantes da missão e chineses membros do Conselho Empresarial Brasil-China. Pelo lado chinês, o interlocutor foi o presidente do Conselho Empresarial Sino-Brasileiro, Miao Genshu, também presidente da estatal chinesa Minmetals. Entre os brasileiros presentes ao encontro estavam representantes da Embraco, Braskem, Cerâmica Santa Terezinha, Abiplast, Abal e Sindipeças. Ao todo, 17 empresários acompanham Furlan na missão à China.
Amanhã, Furlan vai para Pequim, onde se encontra com o ministro da Administração Geral da Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSIQ) da China, Li Changjiang, responsável pelo controle de barreiras sanitárias.


