A Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Londrina, recebe no dia 20, das 8h30 às 12horas, a visita da missão técnica chinesa que chegou ao Brasil, no último dia 11, para conhecer questões relacionadas à produção de soja no Brasil e discutir a possibilidade de intercâmbio tecnológico. A delegação, formada por 13 profissionais vinculados ao agronegócio da soja na China, pretende discutir termos para a assinatura de um contrato de cooperação técnica entre a China e a Embrapa.
Atualmente a China consome 28 milhões de toneladas de soja anuais para atender a demanda interna. Desse total, o país produz apenas 15 milhões de toneladas. A China é o berço da soja e onde se encontra o maior banco de germoplasma, coleção natural de diferentes tipos de soja que apresentam grande variabilidade genética. Apesar disso, o país tem dificuldades de avançar no desenvolvimento de tecnologias para ampliar a produção do grão. A produtividade média chinesa é de 1700 kg/ha, enquanto que no Brasil, o rendimento médio é de 2.600 kg/ha.
''O objetivo dos chineses é melhorar a produtividade, tanto que já há algum tempo eles vêm consultando a Embrapa. Os chineses testaram algumas cultivares da coleção da Embrapa, de domínio público, e ficaram bastante otimistas com os resultados'', explica o pesquisador Alexandre Cattelan.
Cattelan diz que a visita da delegação chinesa ao Brasil permitirá avanços na definição dos termos de um contrato de cooperação técnica em que possa haver troca de conhecimento tecnológico e acesso ao banco de germoplasma chinês. ''Esse banco de germoplasma contém cerca de 30 mil materiais todos caracterizados o que pode contribuir para o desenvolvimento de cultivares resistentes a doenças, com maior teor de óleo ou com outras características interessantes para a agricultura brasileira'', explica Cattelan.

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