Brasília - Os investimentos diretos da China no Brasil devem alcançar US$ 5 bilhões nos próximos três anos, nas contas do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Os recursos deverão ser direcionados, em princípio, para os setores de mineração, siderúrgico, transportes, energia e agronegócio. A estimativa foi apresentada ontem, durante o encerramento de uma reunião informal do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que será criado oficialmente durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim e a Xangai, entre os dias 24 e 27 de maio.
De acordo com análise do ministério, o mercado chinês oferece oportunidades tanto para as empresas que já se aventuraram a conquistá-lo como para novatas. A perspectiva é de duplicação do atual número de itens exportados - de 777 para cerca de 1.600 - em curto prazo. No ano passado, a corrente de comércio entre o Brasil e a China totalizou US$ 6,680 bilhões.
O Brasil exportou US$ 4,533 bilhões em 2003, o que representou um aumento de 79,8% em relação ao ano anterior. Em boa medida, esse desempenho foi beneficiado pelo crescimento de 7,5% na atividade econômica chinesa no período - porcentual que o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que será repetido neste ano. As importações de produtos chineses somaram US$ 2,147 bilhões, cifra 38,2% maior que a de 2002.
No primeiro trimestre, as vendas externas para a China atingiram US$ 1,125 bilhão - um aumento 53,9% em comparação com igual período de 2003. As compras de itens chineses chegaram a US$ 669 milhões no trimestre, com crescimento de 67,3%. ''A China foi o terceiro parceiro comercial do Brasil no ano passado. Essa crescente integração comercial se baseia, em grande medida, na complementariedade das economias'', explicou Furlan aos empresários.
Embora informal, a reunião permitiu o entrosamento de boa parte dos empresários brasileiros com uma delegação de 44 executivos de 20 empresas de grande porte chinesas em visita ao Brasil desde quarta-feiraa. Parte desses empresários deverá se reencontrar nos seminários e rodadas de negócios que ocorrerão em paralelo à estadia do presidente Lula na China.

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