São Paulo - Entre 2001 e 2005 a China recebeu em média US$ 3,7 bilhões ao ano em investimentos de montadoras. No Brasil, a média anual no período foi de US$ 1,1 bilhão. Na Índia, foi de US$ 1,95 bilhão em 2004 e em 2005. Os investimentos refletem a expectativa de crescimento de cada mercado e, claramente, segundo Letícia Costa, presidente da consultoria Booz Allen, ‘‘a da China é mais elevada.’’
  Em uma década, o mercado na América Latina cresceu 1,4% (para 3,8 milhões de veículos). Na América do Norte o crescimento ficou em 1,6% (17,9 milhões de unidades) e na Europa em 2,7% (17,7 milhões). Na Ásia, o crescimento foi de 5,3% (18 milhões). A China, sozinha, vendeu 5,6 milhões de veículos em 2005 e este ano deve ficar perto de 7 milhões de unidades.
  ‘‘A velocidade de crescimento da China e da Índia transformam o Brasil em uma sombra no mercado mundial’’, diz o vice-presidente da consultoria Kaiser Associates, David Wong.
  Na opinião de Marcelo Cioffi, vice-presidente da PricewaterhouseCoopers, grandes investidores priorizam países com maior potencial de crescimento do mercado interno. O Brasil, diz ele, é muito dependente das exportações, que estão em queda, mas ainda representam 30% da produção nacional. (C.S/A.E.)

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