China concede certificação a grão dos EUA
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A China aprovou na última segunda-feira a certificação permanente da soja geneticamente modificada dos Estados Unidos, liberando o comércio da commodity e resolvendo assim uma rixa comercial com os americanos. Com a decisão da China, multinacionais com atividades no País, como a Cargill e a Bunge, vão poder importar soja livremente dos EUA, sem precisar obter atestados de sanidade para cada carregamento dos grãos.
Os Estados Unidos são os maiores fornecedores de soja para a China, seguidos pelo Brasil e Argentina. O Brasil obteve certificação apenas provisória para a soja exportada para a China. O modelo brasileiro de certificação provisória para a soja vale até 20 de abril deste ano e o governo brasileiro quer saber se será necessário discutir uma nova redação para o termo ou se o atual continuará valendo, informou ontem a assessoria de imprensa do Itamaraty, em Brasília. O governo chinês ainda não se pronunciou.
Inicialmente, o modelo de certificação apresentado pelo governo brasileiro e aceito pela China valeria até 20 de setembro do ano passado, mas o governo chinês optou pela prorrogação até 20 de abril deste ano. A Embaixada da China no Brasil informou que o governo chinês continuará exigindo certificado de todos os países que fornecem soja para o país.
No certificado, o governo brasileiro informa que a soja brasileira é livre de organismos geneticamente modificados, mas admite que se houver oleaginosas transgênicas é da variedade Roundup Ready. A mistura entre variedades convencionais e transgênicas pode ocorrer em função da fronteira do Brasil com países que produzem soja geneticamente modificada. A Embaixada do Brasil em Pequim solicitou ao governo da China informações sobre o certificado que acompanha os lotes de soja brasileira exportados para o país.


