Brasília - O governo envia hoje à China a documentação necessária para regularizar as exportações de soja geneticamente modificada para aquele país. O documento, garantindo que o consumo de soja geneticamente modificada não oferece risco à saúde humana, animal e ao meio ambiente, havia sido enviado pelo Brasil em 2002 e venceu no último dia 31. Como não foi renovado, o governo chinês cobrou providências.
O atraso ocorreu porque o governo esperava a aprovação da Lei de Biossegurança no Congresso, o que não ocorreu. De acordo com o Ministério da Agricultura, o problema não afetou as exportações porque não há cargas nesse momento. Mas, segundo a assessoria do ministério, a renovação é necessária para permitir o fluxo normal de soja para a China quando recomeçarem os embarques.
O chefe da divisão de acordos sanitários da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro, admitiu que os exportadores estão tendo dificuldades para renovar os seus pedidos de exportação com o governo chinês. Ele acredita que essa situação deva estar regularizada ainda esta semana.
A renovação será assinada pelo ministro, Roberto Rodrigues, e pelo secretário de defesa agropecuária do Ministério, Gabriel Maciel. Eles vão reafirmar que o consumo de soja transgênica não oferece riscos. Segundo o ministério, o governo vai usar a avaliação da CTN-bio além de fazer referência à MP 223, assinada pelo presidente Lula em outubro de 2004, liberando o plantio e a comercialização da safra 2004/2005 de soja transgênica.
Uma missão formada por integrantes do governo e empresários brasileiros vai à China no dia 17 de janeiro para uma reunião com o governo chinês com o objetivo de negociar ''um nível de tolerância de mistura para a soja convencional'', informou Odilson Ribeiro. Espera-se estabelecer esse limite em 0,9%.
Segundo ele, o governo chinês tem informado que há interesse por soja convencional. Mas Ribeiro explica que atualmente toda a soja brasileira exportada entra na China com a classificação soja transgênica porque não há acordo com o governo chinês sobre o grau de mistura.

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