China cede demais e
corre risco bancário
Arquivo FolhaZhu Rongji, primeiro-ministro da China: transformar pressão em ação

James Kynge
De Pequim

A adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) pode causar uma crise bancária no país, a não ser que reformas radicais nos deficitários bancos estatais sejam realizadas rapidamente, alertou a principal instituição de pesquisa do governo chinês. O alerta surge no momento em que o governo inicia campanha para convencer a população sobre os benefícios do acordo assinado com os EUA.
Long Yongtu, um dos negociadores da adesão à OMC, não esconde as pressões que o acordo causará. ‘‘Um país não pode se tornar forte sem senso de urgência e de crise’’, disse. ‘‘Devemos transformar a pressão competitiva em ação’’, afirmou Zhu Rongji, primeiro-ministro da China.
O relatório da Academia Chinesa de Ciências Sociais sugere que os quatro grandes bancos estatais chineses ‘‘só podem avançar pela estrada de um sistema de controle acionário’’ se conseguirem se livrar de problemas estruturais.
Os quatro grandes bancos, que controlam cerca de 90% dos ativos bancários do país, habitualmente fazem empréstimos às companhias estatais chinesas, o setor menos vibrante da economia do país. O relatório afirma que se essas práticas continuarem, há o risco de uma corrida aos bancos estatais.

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