Chilectra repete consórcio para disputar a Coelba
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terça-feira, 03 de junho de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - A companhia chilena de energia elétrica Chilectra deve repetir na disputa da Coelba (Companhia de Energia Elétrica da Bahia) o mesmo consórcio que venceu a Cerj, com a inclusão da EDP (Portugal) e Endesa (Espanha). Os chilenos, que lideraram o consórcio que adquiriu a estatal carioca no começo do ano, acreditam que o preço mínimo da estatal baiana deve ficar em torno de US$ 700 milhões. No momento é o que ela custa em bolsa, disse o diretor de Projetos Internacionais da Chilectra, Fernando Rosati, à Agência Estado por telefone de Santiago.
No decorrer do ano, as ações PN da Coelba valorizaram na Bolsa de Valores da São Paulo (Bovespa) 88,75%, contra 61,37% do Ibovespa. No ano passado, entretanto, a alta do papel com maior liquidez da Coelba foi ainda maior, com 154,26%. Ou seja, quase três vezes superior à valorização do Ibovespa no mesmo período, que foi de apenas 63,76%.
Para a companhia chilena, a Coelba é um negócio importante devido ao volume de vendas e ao número de clientes com o qual opera atualmente. Porém, afirmou Rosati, isso não pode e nem vai influenciar na avaliação econômica-financeira que estamos fazendo da Coelba. Rosati acredita que, no momento, o preço das ações da estatal baiana está refletindo a expectativa de venda de maneira muito otimista.
Vamos esperar as regras do edital e o preço mínimo determinado pelo governo do Estado antes de confirmar nossa participação no leilão. A princípio, não há nada que faça desistir de nossa presença, afirmou o executivo chileno. Ele preferiu não se manifestar sobre um eventula ágio.


