O presidente do Chile, Ricardo Lagos, confirmou ao presidente Fernando Henrique Cardoso que fará um pedido formal de adesão ao Mercosul. O objetivo do governo brasileiro, conforme informou o ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, é concluir os termos da adesão do futuro parceiro até o final da presidência pró-têmpore do Brasil no Mercosul, em dezembro. Segundo ele, em três anos, os produtos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai deverão circular livremente no Chile e vice-versa.
‘‘Tenho confiança de que em breve o Chile deixará a condição de simples membro associado para tornar-se membro pleno do Mercosul’’, disse Fernando Henrique, em seu discurso.
Para o presidente do Chile, a adesão ao Mercosul tem um peso político. ‘‘O Mercosul é muito mais que uma união aduaneira’’, afirmou Lagos. ‘‘É uma aliança estratégica pela qual a região fala ao mundo.’’
Há alguns temas que deverão ser considerados durante a elaboração das bases para a inclusão do Chile ao Mercosul. A primeira é que o país terá de incorporar as regras do bloco. O segundo ponto é com relação à convergência macroeconômica. Também deverá ser acelerado o acordo de livre comércio entre o Chile e o Mercosul, assinado há dois anos. Esse acordo prevê a redução gradual, até chegar a zero, da tarifa comercial entre o Chile e o Mercosul.
O ponto mais delicado da adesão do Chile ao Mercosul é a diferença das tarifas de importação de produtos de terceiros mercados. A Tarifa Externa Comum (TEC) média do Mercosul é de 14% e a do Chile é de 9% e deverá ser baixada para 6%, nos próximos anos.

mockup