São Paulo - Apesar das turbulências econômicas, políticas e sociais em grande parte dos países da América Latina, economistas chilenos afirmam que o país está completamente isolado de situações populistas. Isso afasta qualquer possibilidade de insegurança ou incertezas em relação à sua estabilidade e consenso sobre seu modelo de desenvolvimento econômico, que tem princípios básicos inalteráveis (política macroeconômica, liberalização comercial, estímulos ao investimento estrangeiro, regras claras e conta de capital aberta).
As primeiras projeções mostram que este ano o PIB chileno poderá se expandir pelo menos 3,5%, pouco acima do resultado de 2001. O desemprego poderá cair a patamares próximos de 7,5%, a taxa mais baixa dos últimos 40 meses, depois de ter chegado a 9,7% no terceiro trimestre de 2001 e a quase 11,5% em meados de 1999. A inflação, que fechou 2001 em 2,6%, deverá manter-se estável este ano.
‘‘O Chile é uma das economias mais abertas da região - 95% de seu PIB está associado ao comércio exterior, um dos mais altos da América Latina -, que, em períodos de turbulência internacional, afeta a economia do país’’, disse Guillermo Larraín, diretor de Estudos Econômicos do BBVA Banco Bhif.

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