Em termos de mercado internacional, não são apenas novas barreiras, como a chilena, que estão levando o Brasil a agir. Uma das iniciativas que o País deve tomar em breve na OMC será contra a taxa cobrada pelo Estado da Flórida ao suco de laranja nacional. Cerca de 20% das exportações brasileiras vão para o mercado norte-americano. Mas o que deixa os produtores nacionais irritados é que o dinheiro arrecadado com a taxa ao suco de laranja brasileiro é repassado para as empresas da Flórida, que usam a verba extra para fazer propaganda de seus produtos.
Na avaliação de economistas da OMC, se o Brasil decidir seguir com essas queixas, certamente a agricultura entrará em nova fase no sistema comercial da OMC. Segundo as normas internacionais estabelecidas no início dos anos 90, subsídios à agricultura não poderiam ser questionadas em Genebra até o final de 2003. Em compensação, os países desenvolvidos se comprometeriam a não aumentar as distorções comerciais no setor.
O problema, segundo diplomatas brasileiros, é que os países protecionistas não cumpriram seu compromisso. Enquanto as distorções aumentaram a cada ano, os países afetados ficaram de mãos atadas para derrubar essas práticas.

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