Chile abrirá linha de crédito para o PR
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Carmem Murara Sucursal de Curitiba 
Folha de LondrinaO ministro chileno Felipe Sandoval: R$ 20 milhões a importadoresO vice-presidente executivo da Corporação de Desenvolvimento de Produção do Chile (Corfo), ministro Felipe Sandoval, anunciou ontem que a instituição está disposta a fornecer uma linha de crédito no valor de US$ 20 milhões para empresários paranaenses interessados em importar produtos chilenos. Sandoval esteve em Curitiba para reuniões na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e no Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Os financiamentos podem estar liberados em dois meses.
O BRDE será o intermediário na liberação do dinheiro. O banco capta os recursos na Corfo (instituição semelhante ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e repassa aos empresários. Segundo o vice-presidente do BRDE, Fernando Fontana, a linha de crédito traz vantagens por ser mais uma opção de financiamento. Os juros e prazos de pagamento também agradaram o BRDE e a Fiep.
O juro é referente ao mercado internacional e por isso traz vantagem, afirmou o presidente da Fiep, José Carlos Gomes de Carvalho. A taxa de juro gira em torno de 6% ao ano contra um índice de até 8% no mercado nacional.
O ministro Felipe Sandoval disse que o Chile tem interesse em ampliar a exportação de bens duráveis, bens de capitais e serviços de consultoria. Queremos incentivar a exportação destes setores, afirmou Sandoval. O Chile tem acordos semelhantes com países como a Costa Rica, México e Argentina. No Brasil, o primeiro acordo de financiamento será fechado com o Paraná.
Sandoval falou ainda que o Chile tem interesse em aproximar o Brasil, principalmente a Região Sul, dos países asiáticos. O Chile pode ser uma porta de entrada para os países que são banhados pelo Pacífico, afirmou o ministro. Em contrapartida, o Chile quer viabilizar o acesso à Europa através dos portos brasileiros.
Hoje, o Chile está mais voltado ao comércio com os Tigres Asiáticos devido a questões geográficas e de política econômica. O Chile ainda não ingressou no acordo aduaneiro do Mercosul por causa da diferença de tarifa de exportação. A alíquota chilena média é de 9%, índice inferior ao praticado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.


