Chile abre para carros, mas quer facilidades
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sexta-feira, 01 de abril de 2005
Denise Chrispim Marin<br>Agência Estado 
Brasília - Em uma ambiciosa jogada comercial, o Chile propôs ao governo brasileiro a abertura completa e imediata de seu mercado automotivo e de veículos pesados, o que permitirá a participação de montadoras brasileiras em um processo de licitação para a compra de 2.000 ônibus para o projeto de transporte urbano Trans-Santiago. Trata-se de um negócio de US$ 300 milhões.
Como contrapartida, o governo chileno pediu a abertura parcial do mercado brasileiro para as picapes da GM fabricadas naquele país e a ampliação das cotas de importação para outros cinco de seus produtos - vinhos, maçãs, metanol, carbonato de lítio e algas. Por fim, informou as autoridades brasileiras que a decisão terá de ser tomada em até 15 dias.
A ''oferta'' foi apresentada anteontem pelo diretor-geral de Política Exterior do Ministério das Relações Exteriores do Chile, Carlos Furche, ao secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho. A proposta está sendo estudada pelo governo brasileiro, mas um experiente negociador do Itamaraty afirmou que dificilmente ela será aceita, por causa impacto que teria na produção de vinho do Rio Grande do Sul.


