São Paulo - O volume de cheques sem fundo no país bateu recorde em 2009, informou ontem a Serasa Experian. Segundo a empresa de análise de crédito, ao longo do ano passado, foram devolvidos por falta de fundos 2,15% dos cheques compensados - o maior percentual desde 1991, quando o levantamento começou a ser feito. O Paraná foi um dos Estados que apresentou os menores índices: 1,97%.
Os técnicos da Serasa, porém, projetam uma redução para este ano, baseado no fato de que o volume dos cheques sem fundo já estarem em queda desde o segundo semestre. Em dezembro, por exemplo, a taxa de cheques devolvidos foi de 1,87%, ante 2,04% em novembro. Em 2009, o recorde foi delineado já no primeiro semestre, quando o País vivia o pior ponto da crise financeira global. No acumulado dos seis primeiros meses do ano a taxa de cheques sem fundo foi de 2,3% - o maior registrado pela Serasa para um semestre.
''Nesse período, as vendas financiadas com cheques pré-datados foram alternativas para o varejo, diante de um quadro de liquidez reduzida, uma vez que a oferta de crédito apresentava-se escassa, em decorrência da crise econômica internacional'', apontam os técnicos da Serasa em nota. Já no segundo semestre, com a retomada do crescimento econômico e da volta da oferta de crédito, o índice caiu para 1,99% - insuficiente, porém, para evitar o recorde do ano.
Na divisão por Estados, o Amapá registrou o maior índice de cheques sem fundo em 2009, atingindo 10,2% dos cheques compensados, e foi seguido por Maranhão (9,65%), Roraima (8,92%), Acre (8,91%) e Sergipe (7,92%). Na outra ponta, apresentaram os menores índices os Estados de São Paulo (1,64%), Rio de Janeiro (1,73%), Santa Catarina (1,86%), Paraná (1,97%) e Minas Gerais (2,02%).

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