O volume de cheques sem fundos no País cresceu 15,3% em março, na comparação com março do ano passado. A cada mil cheques compensados, 12,8 foram devolvidos pela segunda vez, de acordo com estudo da Serasa. É a maior marca desde 1991, quando a pesquisa começou a ser feita. Em fevereiro deste ano, a média era de 11,6 cheques devolvidos.
O total de cheques sem fundos no primeiro trimestre do ano também é o maior desde 91. No acumulado de janeiro a março de 2001 foram devolvidos, em média, 11,7 cheques em cada mil compensados. No ano passado, a média foi de 10,1 devoluções no mesmo período.
Um dos motivos apontados pela Serasa para o aumento dos cheques sem fundos foi o crescimento do volume de negócios, fato que sempre eleva o risco de inadimplência.
Além disso, houve uma movimento de alongamento dos prazos no final do ano passado, o que pode levar a um descontrole das contas do consumidor, principalmente porque no primeiro trimestre do ano há um acúmulo de despesas (matrículas escolares e impostos, por exemplo).
Este alongamento de prazos foi praticado também por empresas (comércio e financeiras) de menor porte, que em geral tem uma metodologia de concessão de crédito mais frágil e tentam oferecer as mesmas condições de empresas maiores, o que também aumenta o risco de inadimplência.

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