Cheque roubado exige providência do correntista contra riscos futuros
Cheque roubado exige providência
do correntista contra riscos futuros
Arquivo FolhaVia crucisTitular da conta assume riscos da emissão de cheques, mesmo que tenham sido roubados, se não fizer a sustação, apresentar queixa à polícia e comunicar o extravioAgência Estado
De São Paulo
O titular de conta corrente que vier a ter o talão ou alguma folha de cheque roubado ou extraviado, além do aborrecimento, vai ter de providenciar sua sustação no banco, desembolsando valores expressivos em alguns casos, e registrar um boletim de ocorrência (BO) na polícia. Além disso, convém, se possível, fazer uma declaração à praça, por meio de jornal, informando o ocorrido.
Esses cuidados são necessários porque, em caso de perda, roubo ou furto, se eventualmente o cheque vier a ser protestado, o titular da conta corrente terá como comprovar o problema e não será obrigado a pagá-lo. Do contrário, assumirá todos os riscos.
O titular do cheque também poderá, se for o caso, retirar seu nome de listas negras dos serviços de proteção ao crédito, como o SPC e a Serasa (Centralização dos Serviços Bancários).
O correntista deve saber, ainda, que alguns bancos cobram até três tipos de tarifa, em caso de sustação de cheques. Esse é o caso, por exemplo, da Caixa Econômica Federal: na solicitação, é cobrado R$ 6,50 por ocorrência; na renovação semestral do pedido, R$ 2,00 por folha; e a cada apresentação de cheque sustado, R$ 2,00. Para evitar o descontrole da conta, confira quais as tarifas cobradas pelo seu banco, para não se sentir duplamente assaltado.





