Cheque financiado
Aproveitando a onda de consumo que antecede o Natal, o Banco do Brasil incluiu no pacote de serviços que acaba de lançar uma nova modalidade de crédito: o cheque financiado. Crédito direto ao consumidor, cliente do BB portador de cheque especial. Financiando o cheque em até 12 meses, ele pode negociar no comércio o melhor preço a vista e pagar o banco de forma parcelada, a juros de 4,40% ao mês. Índice bem abaixo da média de 9% que vem sendo praticada no mercado. O vencimento poderá ocorrer até 59 dias após a solicitação do financiamento.
Colheita O maior fabricante de colheitadeiras do País espera um aumento de até 40% nas vendas com a nova linha de crédito para o setor. O anúncio do governo, quinta-feira, também deve influir na produtividade da próxima safra. A linha do BNDES destina R$ 200 milhões para a compra e troca de tratores e colheitadeiras, a juros de 16% ao ano.
Diretor comercial da New Holland, Rasso von Reininghaus fala que o parque de máquinas envelheceu muito nos últimos anos, na ausência de linhas de crédito favoráveis ao agricultor. Calcula-se que a idade média da frota brasileira de colheitadeiras é de dez anos, quando o recomendado internacionalmente é no máximo sete anos. Além do baixo desempenho, as máquinas antigas acarretam perdas de 6% a 8% na hora da colheita, enquanto o desperdício de uma colheitadeira nova chega no máximo a 1,5%, afirma Reininghaus.
Os R$ 200 milhões de recursos liberados pelo BNDES poderão ser tomados junto aos bancos a partir de dezembro, até novembro de 97. Pelas linhas oferecidas até então, o que estão colocando hoje no mercado é vantajoso. As velhas taxas eram variáveis e o agricultor pagava em média 25% ao ano. O setor agrícola esperava há muito tempo uma linha de financiamento com juros fixos, observa o diretor da New Holland, referindo-se ao abandono da Taxa de Juros de Longo Prazo, a TJLP.
Parceria A nova postura do empresariado de Londrina, de querer estreitar as relações com a universidade, amplia muito a possibilidade de promover o desenvolvimento do município partindo principalmente da geração de tecnologias. O reitor Jackson Proença Testa também está fazendo a sua parte, colocando a instituição a serviço dos empresários. Na última quarta-feira ele recebeu diretores e presidente da Associação Comercial e Industrial para um bate-papo informal sobre o que pode ser feito em conjunto.
A parceria é das mais produtivas, em todos os aspectos, e pode dar um novo rumo a Londrina. Existem incentivos fiscais para pesquisas dentro da universidade. Também existem convênios e convênios da UEL com instituições do exterior - da Itália e do Canadá, por exemplo. São esses intercâmbios e a universalidade das pesquisas que sustentam programas voltados para a geração de novas tecnologias. Desenvolvimento hoje, só mesmo com tecnologia.





