O titular de cheque especial não deve contar com queda do juro nessa modalidade de crédito, que é uma das mais caras do mercado. As taxas cobradas tendem a continuar oscilando entre 6,9% e 12,95% ao mês. Por isso, quem está no vermelho no cheque especial e sente que poderá permanecer nessa situação por muito tempo deve procurar o gerente de sua conta para estudar a possibilidade de parcelar o débito por meio do crédito pessoal ou de outra linha de financiamento que cobre juro mais baixo, sugere Luiz Rogério Felipak, diretor de Pessoas Físicas e da Administradora de Cartões de Crédito do Banco Real.
Embora já tenha baixado, o juro médio embutido nas operações de crédito pessoal, de 5,89% ao mês, ainda está um pouco acima da taxa média de 5,78% cobrada em outubro do ano passado, antes de o Banco Central dobrar o juro. E não existe perspectiva de redução significativa do juro nessa modalidade de crédito. Quando muito, as taxas cobradas, que estão variando de 4,50% a 6,20% ao mês nos bancos, podem baixar 0,5 ponto porcentual, estimam especialistas. Essa linha de crédito, ainda que tenha juro elevado, é a mais barata do mercado e, por isso, opção ao cheque especial, por exemplo.

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