Brasília - A taxa de juros cobrada dos consumidores no cheque especial no mês passado aumentou 14,6 pontos percentuais sobre abril de 2001. No mesmo período, os juros no crédito pessoal de pessoa física subiram dez pontos percentuais. Apesar da alta, que reflete o aumento de 27% nos juros médios em 2001 - de 55,1% em março para 65,8% em outubro -, a tendência é de queda dos juros para os consumidores, disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.
Em relação ao mês de março, a taxa média do cheque especial subiu 0,1 ponto percentual, de 159,6% para 159,7% ao ano. No entanto, no ano houve uma queda de 0,5 ponto percentual. Em abril de 2001, os juros no cheque especial chegaram a cair a 145,1%. Mas, com o desaquecimento da economia provocado, entre outros fatores, pela crise de energia, houve aumento dos juros. Em novembro, a taxa do cheque especial estava em 160,5%.
‘‘Aos poucos, as taxas estão voltando para o nível em que estavam antes da crise de energia’’, disse Lopes. Já nas linhas para a aquisição de bens, houve queda de 3,3 pontos sobre março. Os financiamentos para a compra de veículos foram os que tiveram a maior redução entre essas linhas, devido às promoções das montadoras.
O BC fez um acompanhamento inédito sobre as taxas cobradas para as grandes empresas. Comprovou o que sempre se soube em economia: que os bancos cobram menos de quem menos precisa. Em todas as linhas que costumam ser direcionadas às grandes companhias, o ganho dos bancos (o ‘‘spread’’ - diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e as taxas cobradas dos clientes) é muito menor que nas operações para as pequenas e médias empresas. Assim, os juros cobrados das maiores é menor.

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