SÃO PAULO - Os bancos brasileiros terão de ser mais velozes e eficientes no atendimento aos seus clientes para enfrentar a concorrência do Hong Kong Shangai Bank (HSBC). ‘‘Temos um grande desafio pela frente’’, afirma o presidente do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão. A entrada de um competidor do porte do HSBC (segundo maior do mundo com ativos de US$ 402 bilhões) apanhou o presidente do Bradesco de surpresa. ‘‘Não imaginava que o HSBC viria, e com a predisposição de se tornar o maior do Brasil’’, revelou.
Segundo ele, tanto o Bradesco como as demais instituições estão melhor preparadas para atuar no varejo do que uma instituição estrangeira. Mas o HSBC veio para competir ‘‘bravamente’’ e vai exigir muito preparo dos bancos brasileiros, reconhece.
Para Lázaro Brandão, a vinda do HSBC vai acelerar o processo de ‘‘desburocratização dos serviços de crédito ao consumidor.’’ Ou seja, os bancos, que já vinham investido em automação para melhorar o atendimento a longa distância, agora terão de correr com esse processo. É preciso reduzir ao máximo a ida dos clientes às agências de forma a permitir, por exemplo, a concessão de crédito pelo telefone. As parcerias de financiamento com lojas e revendas de carros e o uso intensivo do cartão de crédito são as armas que o Bradesco vai usar para garantir a posição de maior banco do País. ‘‘Consumo é o nicho que todos vão explorar’’, afirma.
A partir de agora, os bancos têm prazo de um ano para se prepararem, tornando-se mais eficientes. É o tempo considerado necessário pelos especialistas para o HSBC arrumar a casa (treinamento de pessoal, contratação de executivos e definição de estratégias). ‘‘Esse processo de reestruturação do Bamerindus precisa ser rápido’’, diz o presidente da empresa de consultoria Ernest & Young, George Roth.
Mais do que nunca, a palavra de ordem hoje no sistema financeiro é diminuir a estrutura de custos, informatizar e buscar cada vez mais ganhos de escala. O maior beneficiado dessa competição toda, a médio prazo, serão os clientes, que poderão dispor de serviços muitos mais rápidos e eficientes a um custo menor.(Agência Estado)

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