Chegada do gás pode ser antecipada
Chegada do gás pode ser antecipada
O início da operação do gasoduto da região Norte pode ser antecipado para 2002, dependendo dos resultados das novas perfurações que a Petrobras e a empresa americana Coastal farão no município do Mato Rico, na região de Pitanga, centro do Estado. O gerente da unidade do Sul da Petrobras, Osvaldo Kawakami, anunciou ontem em Londrina os resultados do estudo sísmico 3D, realizado no poço do Mato Rico no ano passado. Os resultados da sísmica são muito positivos e apontam que o poço deve ser viável comercialmente, afirmou.
O anúncio de Kawakami, feito durante o seminário Gás natural e suas aplicações, antecipa em cerca de um ano as previsões da Companhia Paranaense de Gás (Compagás). Até anteontem, o presidente da Compagás, Antonio Fernando Krempel, afirmava que o gás natural chegaria a região Norte em 2003. Como temos condições de construir a rede de distribuição em oito meses, se o gás de Pitanga for viablizado, o projeto pode ser adiantado.
Os resultados finais saem no final do ano, disse Kawakami, adiantado que a Petrobras dispõe de tecnologia para explorar o poço horizontalmente, caso seja necessário. O gás de Pitanga tem sido considerado pela Compagás como a opção mais adequada para abastecer a região Norte do Estado. Se for confirmada a sua viabilidade, o gasoduto terá cerca de 200 quilômetros.
Segundo Kawakami, o gás de Pitanga descartaria até a necessidade da termoelétrica para viabilizar o gasoduto. O gás encontrado no Paraná é leve e limpo, sendo formado por 96% de metano. O produto pode ser usado como sai do poço, inclusive em veículos, disse.
A Compagás apresentou ontem o traçado da rede de distribuição de gás de Londrina, que deve beneficiar 17 indústrias. A construção da rede do Norte do Estado, que engloba 11 municípios, vai gerar 500 empregos diretos. Os dutos, de prolipropileno e aço, serão colocados em valetas com mais de um metro de profundidade em ruas e avenidas.





