São Paulo - A chegada do bebê transforma a vida de uma família. Por isso, além do planejamento da gravidez, também é preciso se organizar financeiramente para que o nascimento da criança não resulte em dívidas para o casal. As despesas são grandes e o custo médio estimado de um filho corresponde a um terço do orçamento.
O ideal é que a gravidez seja planejada com, no mínimo, 12 meses de antecedência. Tempo que o casal pode começar a poupar para comprar à vista os produtos para o bebê e conseguir negociar descontos, além de evitar os juros dos financiamentos.
Outro ponto importante é a contratação de um plano de saúde para a mãe. A gestação exige a realização de exames e consultas médicas. Caso a grávida não conte com uma assistência médica, terá que arcar com as despesas de consultas particulares ou recorrer ao sistema público.
''Geralmente, a carência para a cobertura do parto é de nove meses, por isso, os pais devem ficar atentos às cláusulas do contrato, além de verificar a rede de atendimento coberta pelo convênio'', orienta o educador financeiro, Reinaldo Domingos.
Mas se a gravidez não for planejada e o resultado positivo surpreender o casal? Nesse caso, a alternativa é fazer um diagnóstico financeiro o quanto antes. ''É preciso analisar o que é mais importante e começar a cortar gastos, como comer em restaurantes e idas semanais ao cabeleireiro'', indica ele.
Quando o assunto é lista de itens que envolvem a gravidez, o professor de Administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Adriano Gomes, fala com conhecimento de causa. Ele é pai da menina Ananda, de 1 ano e 6 meses, e observa que, antes mesmo da chegada do bebê, os gastos começam com a mãe. ''É preciso comprar roupa para a gestante. A calça não serve, o pé fica inchado e tem roupa íntima especial'', lembra ele.
Para as grávidas preocupadas com o bem-estar, aparece mais uma despesa: aulas de ginástica. O quarto do bebê também é um item que pesa no orçamento. Os pais gastam com móveis novos, berço, decoração, além de comprar um carrinho e cadeirinha para o transporte com segurança.
O item vestuário exige cautela. A recomendação é comprar roupas depois de saber o sexo da criança e não se empolgar no número de peças, já que o bebê cresce e ganha peso rápido.
Manter o controle na hora das compras é uma das partes mais difíceis para os pais. Quando se trata de uma menina, a tentação é ainda maior. ''A variedade de roupinhas e sapatinhos é muito maior para meninas. E também tem fitinhas para o cabelo'', diz.
Outro fator essencial para o planejamento é com quem a criança ficará após a licença maternidade. É preciso avaliar os gastos com uma babá ou creche.

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