Chás marcam nova investida da Cini
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de junho de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Cini, tradicional fábrica de bebidas gasosas investiu R$ 600 mil na adaptação de suas instalações para entrar no mercado de chás. Apostando na exploração de novos nichos do mercado, a empresa lançou o Chá Mate Cini, sabores pêssego e limão, em embalagens de 1,5 litro e 450 ml. O mercado de chás está crescendo 25% ao ano e o objetivo da empresa é atingir os consumidores que estão restringindo a venda de refrigerantes.
Com isso, a Cini dá uma demonstração de que não quer ser seu perfil atrelado à venda de bebidas gasosas. A empresa resolveu ampliar a oferta de produtos para ser conhecida como uma indústria de bebidas em geral, justificou o diretor comercial da empresa, Nilo Cini Júnior.
Os novos lançamentos não vão parar com os chás. Cini Júnior avisou que a empresa vai lançar refrescos e outras bebidas não gasosas justamente para a conquistar as classes A e B, que não costumam consumir refrigerantes. A idéia é complementar a linha de produtos para atingir o mercado de bebidas, que está se transformando, salientou.
A empresa também quer lançar a versão light dos mesmos sabores. A empresa está apostando na erva-mate pelas propriedades terapêuticas e nutricionais através dos minerais potássio, sódio, magnésio, manganês e vitaminas B1, B2, C e A. São essas as vantagens que faz aumentar a cada dia um público consumidor seleto e exigente, explicou.
O mercado de chás é menor do que o de refrigerantes, admitiu Cini Júnior. Mas nem por isso é menos competitivo. A empresa acostumada a competir com multinacionais do setor de refrigerantes, agora vai competir com outra empresa tradicional do setor, também do Paraná, que é a Leão Júnior. ''A Leão Júnior será um espelho para nós'', disse.
Cini Júnior destacou que a empresa está acostumada com a competição e sabe que não pode ''se assustar'' com a concorrência. ''Isso porque já vivemos assustados'', brincou. ''Mas se a gente trabalha da forma correta e insiste no que está fazendo, não tem porque dar errado'', ensinou.
O empresário explicou que o trabalho de venda começa dentro de casa, com a conscientização dos vendedores. ''Muitos vendedores têm vícios e argumentam dificuldades na hora da venda''. A empresa está tentando mudar esse conceito e pretende demonstrar que há espaço para produtos de qualidade. A empresa também inovou nos rótulos e embalagens com uma linha mais moderna que sugere movimento.
A Cini quer aproveitar sua logística de distribuição de refrigerantes para colocar o novo produto. A vantagem do chá é que ele permite atingir outros mercados. A Cini está planejando vender o chá para os estados de Santa Catarina e São Paulo no verão. ''A expansão do mercado já não é tão fácil para o mercado de refrigerantes que é muito regional'', comparou.
A empresa modificou suas instalações para adquirir capacidade de produção de cinco mil litros por hora. Cini Júnior imagina vender em torno de dois milhões de litros por mês, o que deve aumentar o faturamento da empresa em 15%. A fábrica está negociando a venda dos chás com as grandes redes de supermercados. A venda ao consumidor deve ficar em torno de R$ 2,80 a embalagem de 1,5 litro e em torno de R$ 1,50 as embalagens com 450 ml.


