A fábrica de Charque Boiadeiro, de Atalaia, na região de Maringá, inaugura no próximo dia 26 suas novas instalações. Segundo o proprietário do charque, Oscar Valin de Aguiar, com a nova indústria, a produção de charque dobrará, passando dos atuais 250 mil kg/mês para 500 mil kg/mês.
Segundo Aguiar, a indústria recebeu investimentos de US$ 1,2 milhão, entre a construção e aquisição de novos equipamentos. A indústria foi instalada em uma área de 24 mil metros quadrados e tem uma área construída de dois mil metros quadrados. O empresário afirma que a nova indústria irá gera 180 empregos diretos. O faturamento mensal da empresa é de R$ 1,3 milhão.
A Charque Boiadeiro está em atividade há 10 anos, e segundo Aguiar, a construção da nova indústria tem objetivo de ampliar o mercado. ‘‘Todo o maquinário foi renovado para garantir melhor qualidade do charque’’, observa. O empresário diz que a produção do Charque Boiadeiro é destinado principalmente para os estados do Nordeste, e uma parte para São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Para ampliar o mercado, a indústria reformulou sua imagem e passou a oferecer embalagem de meio quilo. ‘‘Antes oferecíamos ao consumidor embalagem de um e 30 kg, com a oferta de meio quilo, queremos conquistar consumidores que não tem o hábito de comer charque’’, diz. Ele observa ainda que o mercado de São Paulo é que se mostra mais promissor por causa da grande quantidade de nordestinos que vivem na capital paulista.
Outro mercado que a indústria já está sondando é o francês e países asiáticos. ‘‘A Casa Mercosul, de Maringá, realizou uma pesquisa que demonstrou que há interesse por parte da França e países da Ásia’’, comenta.
Aguiar diz que 40% da carne consumida pela indústria para a fabricação de charque é importada da Argentina e Uruguai. ‘‘A qualidade da carne importada é melhor’’, afirma. Para a fabricação de charque, a indústria utiliza o dianteiro e ponta de agulha. Para cada 250 mil quilos de charque são necessários 420 mil quilos de carne.

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