Brasília O prefeito de Chapecó, Pedro Uczai (PT-SC), anunciou ontem, depois de uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reabertura hoje de quatro unidades do Frigorífico Chapecó, fechado há sete meses. Apesar de a empresa ter um passivo financeiro de R$ 906 milhões, dívidas de R$ 80 milhões com fornecedores e R$ 7 milhões em passivos trabalhistas, a reabertura será possível com o arrendamento das quatro unidades, disse o prefeito.
Além de Uczai, estiveram com Lula o diretor da Chapecó Celso Schmitz, o ministro José Fritsch, da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, que intermediou a audiência, e o diretor do Banco Fator, Walter Abel, que estruturou o negócio.
No encontro, foram apresentados ao presidente os diretores das três empresas que arrendaram as unidades da Chapecó: os irmãos Roberto e Alfredo Kaefer, da Globoaves, que arrendou as unidades de Xaxim (SC) e Cascavel (PR), o diretor-comercial da Cooperativa Aurora, Oscar Ehizzi, que arrendou a unidade de Chapecó, e o diretor da Alibem, Carlos Lee, que ficou com a unidade de Santa Rosa (RS). A Aurora assinou um contrato de arrendamento com opção futura de compra, enquanto as demais já assinaram contratos de compra com arrendamento prévio.
O drama falimentar da empresa foi descrito esta semana pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, como a pior herança recebida pelo banco da administração anterior. A empresa, que deve R$ 560 milhões ao BNDES, já teve um faturamento de R$ 700 milhões e empregou cerca de 5 mil funcionários. Segundo o prefeito, as contratações devem ser retomadas gradualmente, conforme aumentar o ritmo de produção nas unidades reativadas.

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