Chapecó vai abater 60 mil aves/dia
O frigorífico de Cascavel do grupo catarinense Chapecó, reativado segunda-feira, e ainda em fase de testes dos equipamentos, depois de 14 meses paralisado, já se prepara para ampliar o abate que está fazendo, de 35 mil cabeças de frango ao dia, para 60 mil cabeças. Segundo o empresário Roberto Kaeffer, diretor da empresa Globoaves, que é parceira da Chapecó e da Sadia na reativação da unidade, a prioridade será a exportação (de partes nobres do frango), feita pela Sadia.
Os 60 mil frangos serão abatidos já a partir de 5 de abril, gerando mensalmente um faturamento de R$ 2 milhões, absorvendo o trabalho de 260 funcionários na indústria, mil pessoas nos aviários e mais 50 terceirizados nas áreas de transportes e insumos. O acordo entre Globoaves, Chapecó e Sadia, é histórico, segundo Roberto Kaeffer. A primeira empresa remunera a Chapecó pelo abate e fornece os pintainhos para os avicultores, enquanto a Sadia se encarrega da comercialização.
Os abates no frigorífico haviam sido suspensos pela Chapecó em dezembro de 97, como decorrência da crise financeira que a envolveu. O grupo catarinense, com sede na cidade do mesmo nome e filiais em Cascavel e São Paulo, acumulou dívidas próximas a R$ 300 milhões. O acordo para a reativação firmado para o frigorífico de Cascavel tem validade para doze meses, e não é descartada a possibilidade de que a unidade acabe sendo vendido, o que não causará prejuízos aos cerca de trezentos avicultores que voltaram a produzir - no sistema de integração.Edson MazzettoFrigorífico de Cascavel voltou a operar com abate de 35 mil frangos por diaPaulo Pegoraro





