A Associação Regional dos Avicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná (Avios) suspendeu manifestação, que aconteceria na próxima terça-feira, para pressionar a direção da Chapecó Companhia Industrial de Alimentos a regularizar pagamentos dos produtores que abastecem sua unidade frigorífica, localizada em Cascavel.
A Chapecó vinha atrasando pagamentos há quatro meses e reduziu substancialmente o abate, estabelecendo ‘‘grave crise’’ para a avicultura regional, segundo o presidente da Avios, José Lino Bergamin, de Capitão Leônidas Marques.
A companhia, com origem em Santa Catarina, é o quarto maior abatedouro de aves e suínos do País. No Oeste e Sudoeste paranaense, a Chapecó é responsável pela integração de 580 aviários, com produção de aproximadamente 4,6 milhões de frangos de corte por mês, que foi reduzida em 50% em função das dificuldades financeiras que vinha enfrentando.
A organização acumulou dívidas em banco que chegam a R$ 200 milhões. Na semana passada, conseguiu acordo para reescalonar os pagamentos ao longo de cinco anos, e obteve R$ 40 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, através do programa Finame.
Diretamente afetados pela crise que havia se instalado na Chapecó, muitos avicultores do Oeste e Sudoeste paranaense, que haviam sido estimulados a ingressar na atividade, passaram a colocar propriedades à venda.
Com o ‘‘socorro’’ obtido pela Chapecó, abre-se para eles a perspectiva de que os problemas sejam superados, com recebimento de haveres e plena reativação do frigorífico de Cascavel.

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