Chapecó normaliza entrega de ração para aviários
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terça-feira, 20 de agosto de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel O superintendente administrativo da Chapecó em Cascavel, César Antônio Pulga, garantiu ontem que já está normalizado o repasse de ração para os avicultores integrados à empresa. Ele disse que as dificuldades de câmbio prejudicaram a entrega da alimentação. Pulga argumentou que a Chapecó ficou sem recursos para aquisição da ração porque os bancos não estariam fazendo restringindo as cartas de crédito devido à oscilação do dólar.
Mesmo reconhecendo que alguns aviários ficaram sem ração, o representante da Chapecó negou que isso tenha refletido na redução de peso e no registro de casos de canibalismo entre as aves, como foi anunciado pela Associação dos Avicultores. Ele disse que houve um escalonamento das entregas. ''Tínhamos dólar mas não estávamos conseguindo fazer a conversão. A situação já está resolvida'', afirmou.
O superintendente refutou ainda informação repassada pelos avicultores de que os frangos estavam sendo abatidos com menos peso para economizar ração. O abate é feito em média a cada 34 dias e quando as aves atingem peso de 1,5 quilo. Segundo ele, algumas aves podem ter sido abatidas com menor peso para atender a exigência de alguns compradores estrangeiros. Por dia, a Chapecó abate 170 mil frangos, desse total 80% é exportado.
Pulga ressaltou que os 410 integrados da empresa estão com o pagamento em dia. Mensalmente, a empresa paga R$ 800 mil aos avicultores. Ele esclareceu que não existem riscos de a empresa encerrar suas atividades, como o ocorrido em 1997.
O presidente da Associação Regional dos Avicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná (Avios), Jaime Cericatto, confirmou que a situação está normalizada. Ele disse que manteve contato com diretores da empresa, que se comprometeram em abastecer os aviários com ração.


