SÃO PAULO - A Chapecó está em vias de fechar um acordo com os bancos credores para solucionar a questão da sua dívida de US$ 200 milhões. Segundo o diretor de relações com o mercado da empresa, Gerson Zambon Gonçalves, a linha de negociação com os bancos ainda está sendo discutida. O objetivo é tornar o perfil da Chapecó mais adequado para se buscar um sócio.
Ontem, as ações preferenciais da Chapecó apresentaram forte oscilação no mercado, chegando a atingir uma alta de 12%. O papel abriu o pregão cotado a R$ 0,17 e chegou a R$ 0,19. Até as 17h, tinham sido realizados 37 negócios com o papel. Segundo operadores e analistas consultados, a expectativa criada em torno do fechamento desse acordo ou da venda do controle da Chapecó continua movimentando o papel.
Entre as possibilidades citadas, a empresa poderia converter sua dívida em ações ou renegociar os prazos e as condições de pagamento com os bancos. ‘‘Isso ainda não está definido. Podemos usar uma dessas alternativas ou mesmo as duas’’, afirmou Gonçalves. Entre os principais bancos credores da Chapecó estão o Bozano, Simonsen, o Banco do Brasil, o BNDES e a International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para o setor privado. Enquanto não se decide essa questão, disse o executivo, a Chapecó está mantendo sua política de redução de custos operacionais.
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