Curitiba - O procurador-geral de Justiça, Olympio Sá Sotto Maior Neto, disse ontem, durante entrevista coletiva em Curitiba, que o Ministério Público do Paraná só tomou conhecimento do tipo de fraude em bombas de combustível, comandada pelo empresário Cleber Onésio Alves Salazar, por meio da reportagem da TV.
Segundo Sotto Maior Neto, no domingo à noite, depois de assistirem à reportagem, os promotores de Defesa do Consumidor procuraram o juiz de plantão com uma petição, pedindo a prisão temporária do acusado, solicitando ações de busca e apreensão na Power Bombas, além de quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário.
Segundo o procurador, se o MP tivesse sido informado antes da fraude, o órgão teria feito investigações que poderiam ter levado à prisão em flagrante do acusado e de donos de postos envolvidos no esquema. ''Nós perdemos o elemento surpresa'', lamentou o promotor de Defesa do Consumidor, Maximiliano Deliberador. Agora, a Promotoria, Inmetro e ANP correm contra o tempo para encontrar provas que comprovem a fraude nos postos suspeitos. O trabalho é difícil, pois as placas irregulares podem ter sido retiradas das bombas.
Deliberador adiantou que os motoristas enganados pelos postos têm pouquíssimas chances de terem o prejuízo compensado. ''Na prática, há uma dificuldade em provar que houve a fraude (no momento do abastecimento)'', admitiu, observando que é mais fácil impedir que o caso se repita. Ele lembrou, porém, que é direito do consumidor exigir a nota fiscal e que o posto faça teste de qualidade do combustível no momento do abastecimento. (A.D.C.)

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