Arquivo FolhaAlternativaProdução de cogumelos shiitake combina as vantagens de baixo investimento com exigência de pequena área, com boa margem de lucroSítios ou chácaras, normalmente utilizados para o lazer em fins de semana, podem transformar-se em fontes de lucro. Há atividades, como a produção de cogumelos shiitake, que combinam a exigência de baixo investimento e pequena área com boa margem de lucro. A criação de minhoca é outro exemplo: com investimento inicial de R$ 500,00, é possível lucrar R$ 1,2 mil mensais.
Outra vantagem é que, com exceção da psicultura, o proprietário não corre o risco de perder o faturamento com a sazonalidade. A hidroponia - cultivo sem solo - possibilita colheitas precoces e constantes de alface, em períodos de até 30 dias, por exemplo.
Confira dicas de profissionais:
qHidroponia: a vantagem dessa cultura, diz a professora Nilva Terezinha Teixeira, da Faculdade de Agronomia Manoel Carlos Gonçalves, de Espírito Santo do Pinhal (SP), é que não há utilização de inseticidas. A desvantagem é o custo mais elevado em relação à cultura tradicional.
Escargot: as duas espécies mais comuns são a gris-gris e a ashatina. Os setores para comercialização são os de carnes, empresas pesque-pague e artesanato (conchas).
Psicultura: a principal desvantagem é a demora no retorno do capital - há prazo de até cinco anos. Para a criação da tilápia, são necessários 6 meses; do pacu, 18 meses. Embora o primeiro tipo tenha maior produtividade, seu preço de venda é menor. A vantagem é que o produtor pode utilizar a represa de sua propriedade, sem ter de construir viveiro. ‘‘Só é preciso tomar cuidado com a qualidade da água’’, diz o agrônomo Ivan Vieira. Se houver necessidade de reservatório, é mais indicado construí-lo no inverno; a criação começa em outubro.
qCogumelo: o proprietário da empresa Síntese Natural, José Emídio Farias Ferreira, explica que o mercado é inexplorado. ‘‘Enquanto na Alemanha o consumo anual por habitante é de 4 quilos, no Brasil só se consomem 40 gramas’’, diz. Outra diferença em relação aos demais países, onde o consumo é feito in natura, é que por aqui é todo em conserva.
qMinhoca: o agrônomo Alexandre Hanazake recomenda que o produtor se volte ao consumidor local. ‘‘Fica inviável entregar o produto em locais situados a mais de 50 quilômetros’’, diz.

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