Chácara de lazer pode dar lucro
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domingo, 24 de agosto de 1997
Agência Estado São Paulo 
Arquivo FolhaAlternativaProdução de cogumelos shiitake combina as vantagens de baixo investimento com exigência de pequena área, com boa margem de lucroSítios ou chácaras, normalmente utilizados para o lazer em fins de semana, podem transformar-se em fontes de lucro. Há atividades, como a produção de cogumelos shiitake, que combinam a exigência de baixo investimento e pequena área com boa margem de lucro. A criação de minhoca é outro exemplo: com investimento inicial de R$ 500,00, é possível lucrar R$ 1,2 mil mensais.
Outra vantagem é que, com exceção da psicultura, o proprietário não corre o risco de perder o faturamento com a sazonalidade. A hidroponia - cultivo sem solo - possibilita colheitas precoces e constantes de alface, em períodos de até 30 dias, por exemplo.
Confira dicas de profissionais:
qHidroponia: a vantagem dessa cultura, diz a professora Nilva Terezinha Teixeira, da Faculdade de Agronomia Manoel Carlos Gonçalves, de Espírito Santo do Pinhal (SP), é que não há utilização de inseticidas. A desvantagem é o custo mais elevado em relação à cultura tradicional.
Escargot: as duas espécies mais comuns são a gris-gris e a ashatina. Os setores para comercialização são os de carnes, empresas pesque-pague e artesanato (conchas).
Psicultura: a principal desvantagem é a demora no retorno do capital - há prazo de até cinco anos. Para a criação da tilápia, são necessários 6 meses; do pacu, 18 meses. Embora o primeiro tipo tenha maior produtividade, seu preço de venda é menor. A vantagem é que o produtor pode utilizar a represa de sua propriedade, sem ter de construir viveiro. Só é preciso tomar cuidado com a qualidade da água, diz o agrônomo Ivan Vieira. Se houver necessidade de reservatório, é mais indicado construí-lo no inverno; a criação começa em outubro.
qCogumelo: o proprietário da empresa Síntese Natural, José Emídio Farias Ferreira, explica que o mercado é inexplorado. Enquanto na Alemanha o consumo anual por habitante é de 4 quilos, no Brasil só se consomem 40 gramas, diz. Outra diferença em relação aos demais países, onde o consumo é feito in natura, é que por aqui é todo em conserva.
qMinhoca: o agrônomo Alexandre Hanazake recomenda que o produtor se volte ao consumidor local. Fica inviável entregar o produto em locais situados a mais de 50 quilômetros, diz.


