Cesta tem queda de 2,2% em Curitiba
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sexta-feira, 06 de dezembro de 1996
Elvira Fantin 
O custo da cesta básica ficou 2,23% mais baixo em Curitiba no mês de novembro em relação a outubro. A variação acumulada no ano é de -0,39% e nos últimos 12 meses ficou em +3,27%. Com a variação de novembro, o custo da alimentação básica para uma família composta pelo casal e dois filhos ficou em R$ 269,67, o equivalente a 2,40 salários mínimos. Com este custo, o valor do salário mínimo para satisfazer as necessidades básica de uma família curitibana em novembro deveria ser de R$ 794,40.
Os números são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). De acordo com a pesquisa, o produto que mais contribuiu para a redução do custo da alimentação foi a batata, que ficou 16,28% mais barata, seguida da farinha de trigo, que teve o preço reduzido em 14,29%.
O tomate também teve redução significativa, com queda de 12,37% no preço. O leite baixou 5,80%, a manteiga teve uma queda de 4,79%, o café ficou 2,52% mais barato e o açúcar baixou 1,89%.
Apesar da redução, Curitiba ficou em segundo lugar no ranking nacional das capitais com alimentação mais cara, perdendo apenas para São Paulo. Em Curitiba, o custo da alimentação apenas para o trabalhador ficou em R$ 89,89 em novembro. Em São Paulo, o custo é de R$ 94,56. A capital que tem a alimentação mais barata é Fortaleza (CE), onde a cesta básica para um trabalhador custou R$ 69,86 em novembro.
De acordo com o economista Cid Cordeiro, do Dieese, a tendência para o mês de dezembro é de manutenção da queda no preço da cesta básica. As primeiras pesquisas do mês indicam que a cesta básica em dezembro em Curitiba deve sofrer uma variação negativa em torno de 1%. A previsão é que os preços do leite, arroz, tomate, banana e manteiga continuem sustentando a baixa na cesta básica este mês.
Apesar do comportamento dos preços dos alimentos, os índices de novembro e as projeções para dezembro mostram que a alimentação continua contribuindo para a manutenção da inflação, segundo Cordeiro. De acordo com ele, o item alimentação representa um quarto do índice total da inflação.


