Arquivo FolhaMau tempoChuvas nas regiões produtoras, no início do ano, inflacionaram preçosDepois de um período de estabilidade e variação baixa, o custo da cesta básica volta a dar um salto que surpreende economistas e o próprio Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). A variação média nos preços foi de 7,19%, em março em relação ao mês anterior. Um percentural tão alto só tinha sido registrado em abril de 95 (12%).
O aumento foi puxado por dois produtos básicos: a batata e o tomate. Juntos, eles representaram 83% da variação total do mês. Se o cálculo excluísse o custo da batata e do tomate e ainda retirasse os dois itens que apresentaram as maiores quedas (carne e farinha de trigo), a variação da cesta básica cairia para 2,26%.
A cesta básica do Dieese tem 13 produtos alimentícios. Oito itens apresentaram aumento, um ficou estável e outros quatro tiveram uma queda no preço. O economista e técnico do Dieese, Daniel Passos, afirmou que a variação reflete os problemas climáticos ocorridos nos dois primeiros meses do ano. ‘‘Em janeiro e fevereiro houve muita chuva nas regiões produtoras’’, afirmou Passos. Mas ele admite que o aumento foi acima do esperado.
Desde o início do ano, a ração alimentar mínima para uma pessoa teve um aumento acumulado de 10,3%. Se a comparação for feita desde março do ano passado, o índice passa para 12,3%.
Em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte os reajustes superaram os 6,8%. Curitiba é a segunda capital com a cesta básica mais cara do País, só perdendo para São Paulo. Um trabalhador curitibano precisa de R$ 94,57 para comprar todos os produtos, enquanto um paulista R$ 98,14. A cesta básica mais barata é a de João Pessoa, que custa R$ 73,53.

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