Curitiba - A cesta básica de Curitiba fechou o segundo mês consecutivo com queda. Em setembro, os 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) tiveram queda de 5,14%. Nos últimos dois meses, a cesta já acumula queda de 10,72%. Depois de ter acumulado uma alta de 30% entre janeiro e julho, a previsão do supervisor técnico do Dieese, Cid Cordeiro, é que a cesta feche o ano com alta abaixo de 10%.
''O preço dos alimentos perdeu fôlego'', disse. No entanto, a sensação que o consumidor tem é que estes produtos essenciais ainda continuam pesando no bolso. Isso pode ser explicado porque, mesmo com a queda que a cesta teve nos últimos dois meses, os 13 produtos ainda acumulam uma alta de 16,49% no ano de 2008 e de 23,49% nos últimos 12 meses. Ele considera que a alimentação ainda está cara.
A alta dos alimentos foi interrompida em agosto e setembro porque alguns produtos estão em período de safra como é o caso do tomate, do trigo, da batata e do leite. Além disso, houve queda nos preços internacionais de algumas commodities como o açúcar, a soja e o trigo.
Cordeiro calcula que a queda da cesta de 10,7% nos últimos dois meses representou R$ 79,00 de economia mensal para as famílias. Segundo ele, cerca de 15% a 25% do orçamento doméstico é comprometido com alimentação.
Ele explica que os itens que o consumidor tem percebido mais claramente a queda de preços são o tomate, batata, óleo de soja, farinha de trigo, feijão e leite.
O levantamento da cesta aponta que todos os produtos tiveram queda em setembro. As maiores reduções ficaram com o tomate (-25,21%), batata (-19,65%), óleo de soja (-12,50%), manteiga (-9,16%), farinha de trigo (-8,06%), feijão (-4,06%) e leite (-3,97%).
''A queda dos preços é muito importante'', disse. Segundo ele, há espaço para os valores dos alimentos caírem mais porque ainda estão em patamares elevados. Além disso, com a crise norte-americana, os preços das commodities devem ter mais redução. Isso tudo deve ser repassado para o varejo no curto prazo.
Em setembro, o custo da cesta para uma família formada por um casal e duas crianças foi de R$ 654,30 e registrou a sexta posição mais cara entre as 16 capitais pesquisadas. Curitiba teve a quarta maior queda e só perdeu para Belém, Salvador e Aracaju.

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