Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve a maior alta do ano em novembro e subiu 2,81%. Nos últimos quatro meses, o aumento foi de 7,72%. Os principais motivos que levaram a elevação de preços de agosto a novembro são a entressafra e questões climáticas como excesso de frio, de calor e de chuvas. No mês passado, dos 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dez tiveram os preços reajustados. A cesta de Curitiba foi a 7 mais cara do País e apontou a quarta maior alta em percentual.
O maior aumento foi o da batata que subiu em todas as nove capitais nas quais é pesquisada. Em Curitiba, este produto teve um reajuste de 19,89%. A batata vem com alta desde setembro. Em agosto este alimento era vendido por R$ 1,64 o quilo e em novembro por R$ 2,17, o que aponta uma alta de 32% neste período. O produto foi prejudicado pela entressafra e pelo excesso de chuvas.
O segundo item da cesta que mais subiu foi a banana (+13,58%). A fruta ficou mais cara em dez das 17 capitais pesquisadas. Curitiba teve o maior aumento. As chuvas e as perdas de produção reduziram a oferta e provocaram a elevação dos preços.
Outro alimento que subiu significativamente foi o açúcar (+8,57%) e teve reajuste em 11 capitais. O economista do Dieese, Sandro Silva, disse que o aumento surpreende porque o Paraná é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar. O açúcar vem com alta desde setembro. Ele explicou que houve queda na produção internacional com a quebra de safra na Índia e o Brasil aumentou as exportações. Além disso, a cultura sofreu com o excesso de chuvas, mas, segundo ele, não justifica o patamar de preço que o produto atingiu. Na comparação de novembro deste ano com o mesmo mês de 2008, o açúcar subiu 47,29%.
O tomate também ficou mais caro e subiu 7,39% e teve alta em 12 capitais. O produto vem com alta desde agosto. Em julho, o quilo deste item era vendido por R$ 1,76 e, em novembro, por R$ 3,05, o que significa um aumento de 73%.
O óleo de soja foi outro item que pesou mais no bolso do consumidor com aumento de 6,79%. O item subiu em 17 capitais e vem com alta desde setembro. Além destes itens subiram ainda a manteiga (+5,83%), o pão (+1,99%), o arroz (+1,21%) e o feijão (+0,36%).
A maior queda ficou com o leite (-6,82%) que caiu em 14 capitais. A redução do preço deste produto acontece desde agosto. Ainda tiveram redução de preço a carne (-1,32%) e o café (-0,17%). A farinha de trigo ficou estável.
No ano, a cesta acumula uma queda de -2,93% e nos últimos 12 meses de -2,34%. O Dieese calcula que o custo da cesta para uma família formada por um casal e duas crianças seria de R$ 668,01 e para um trabalhador de R$ 222,67. De acordo com a pesquisa, o salário necessário deveria ser de R$ 2.139,06.

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