Cesta de tarifas públicas tem queda em setembro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de outubro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A cesta de tarifas públicas de Curitiba fechou setembro com queda de 0,35%. O principal item que puxou esta redução foi a diminuição de 1,35% no preço da gasolina. Este combustível tem peso de 19,5% na cesta de tarifas. De janeiro a setembro, a cesta caiu 1,23% e nos últimos 12 meses, a redução foi de 0,20%. O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR), Ulisses Kaniak, destacou que foi a primeira vez que a cesta teve queda nos 12 meses desde o início da pesquisa em janeiro de 2002.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Sandro Silva, explicou que dois motivos levaram a redução do índice nos últimos 12 meses. Um deles foi a queda na energia elétrica de 6,5% para os consumidores de baixa tensão. O outro foi a pequena redução de 0,44% na telefonia fixa.
Nos últimos quatro meses, a cesta já acumula queda de 2,60%. Em setembro, o custo das tarifas públicas para uma família curitibana foi de R$ 479,22. Silva destacou que as variações no preço da gasolina são provocadas principalmente pela margem de lucro dos postos. O álcool (que não faz parte da cesta de tarifas) teve queda de 8,24%. Segundo Silva, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) já estuda a possibilidade de ter um estoque regulador do produto para abastecer o mercado interno e eliminar o excesso de variações de preços.
Além da gasolina e do álcool, em setembro, tiveram queda o diesel (-0,22%) e o gás de cozinha (-0,16%). Para outubro é esperada uma retomada de preço da gasolina, com um aumento estimado de 4,91% e valor médio de R$ 2,45. No final da semana passada, o preço do litro da gasolina saltou de R$ 2,19 em Curitiba para R$ 2,59. ''Este último aumento foi para recuperar margem'', disse. Para Silva, esse comportamento é explicado pelo aumento de margem dos postos e pela proximidade do feriado de 12 de outubro. Com a previsão de aumento da gasolina, a cesta básica deve fechar outubro com alta de 0,83%.
O economista lembrou que a margem de lucro dos postos vem caindo desde julho quando era de R$ 0,27. Em agosto caiu para R$ 0,18 e em setembro R$ 0,16. Em setembro, a margem de lucro dos postos para a gasolina foi de 7,5%. Desde fevereiro de 2005, não tinha atingido um valor tão baixo. Comparando o mês de setembro com o mês de julho de 2006, o preço da gasolina nas distribuidoras caiu 2,17% e passou de R$ 2,216 para R$ 2,168. Em setembro, o preço médio da gasolina em Curitiba foi o menor entre 31 cidades pesquisadas (R$ 2,33). Londrina ficou na 13 colocação com preço médio de R$ 2,56.


