Cesta de Curitiba tem segunda maior alta do País
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de novembro de 2011
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica de Curitiba subiu 1,61% em outubro e registrou a segunda maior alta do País, só perdendo para Porto Alegre (1,93%). O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, disse que a aceleração da inflação já era esperada.
No ano, os 13 produtos que fazem parte da cesta acumulam um aumento de 0,82% e nos últimos 12 meses de 6,04%. A capital paranaense foi a oitava cesta mais cara do Brasil.
Segundo Silva, o produto que puxou a alta foi a carne que subiu 2,01% mas tem um peso forte e representou 41% do valor da cesta de outubro. Silva destacou que dos 13 itens da cesta, nove tiveram alta, principalmente, devido à entressafra.
A banana foi o produto que mais subiu (5,33%), seguido do café (4,23%), da batata (4,13%) e óleo de soja (3,69%). O café já subiu 11,20% nos últimos três meses. O arroz teve alta de 1,92%, o feijão 1,75%, o pão 0,52% e a farinha de trigo 0,47%. Leite, tomate e açúcar ficaram estáveis. O único produto com queda foi a manteiga (-0,69%).
A notícia boa é que no acumulado do ano a cesta subiu menos que a inflação. Isso significa que reduziu a pressão dos alimentos sobre os índices inflacionários. Ele acredita que, em 2011, a cesta poderá fechar abaixo do IPCA, que deve ficar em 6,5%. A previsão de Silva é que em novembro e dezembro a cesta continue fechando em alta.
O Dieese calculou que o valor da cesta para uma família foi de R$ 737,91 e, para um trabalhador, R$ 245,97. O salário mínimo necessário para atender as necessidades básicas do trabalhador e as de sua família seria de R$ 2.329,94.
No País
Os produtos essenciais da mesa do brasileiro subiram de preço, em outubro, em 10 das 17 capitais onde é feita a Pesquisa Nacional da Cesta Básica pelo Dieese. A maior elevação ocorreu em Porto Alegre, com alta de 1,93%. O valor da cesta na capital gaúcha é o mais caro: R$ 277,34.
Em sentido oposto, houve queda no custo em todas as capitais nordestinas. Fora desta região a única que apresentou recuo foi São Paulo com valor de R$ 266,97 ou 0,08% menos do que em setembro.
A redução mais expressiva foi apurada em Natal (-2,63%) com o valor passando para R$ 200,55. Mas é a capital sergipana, Aracaju que apresentou o valor mais baixo com R$ 182,68 e queda de 0,51% em comparação ao mês anterior.
O salário mínimo ideal estimado pelo Dieese atingiu R$ 2.329,94 ante R$ 2.285,83, calculado em setembro, e corresponde a 4,27 vezes o mínimo em vigor (R$ 545,00). Para consumir a cesta básica, em média, o trabalhador teve de cumprir uma jornada de 94 horas e 4 minutos ante 93 horas e 58 minutos, em setembro.
No acumulado do ano até outubro, quatro das 17 capitais apresentaram variações negativas: Natal é a que teve a baixa mais significativa (-8,76%). Entre as que tiveram aumento, Porto Alegre foi a que teve o maior avanço (9,9%). (Com Agência Brasil)



