Cesta de Curitiba tem maior alta do País
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quarta-feira, 02 de agosto de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O consumidor curitibano sentiu no bolso o resultado das inúmeras geadas e do frio que atingiram o Estado nas últimas semanas. A pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudo Sócio Econômicos (Dieese), que calcula o custo da cesta básica, mostrou que os produtos alimentícios tiveram um aumento de 7,9% no mês passado sobre junho. Foi o maior aumento do ano e o mais alto entre as capitais pesquisadas.
As verduras e frutas, além do leite, foram os produtos que tiveram as maiores altas. Dos 13 itens pesquisados, apenas a manteiga teve queda, que foi de 0,6%. Os demais produtos tiveram variações que ficaram entre 1,1% e 38%. O tomate liderou o ranking dos produtos mais caros, com aumento de 38%. Batata (16,4%), pão (11,8%) e o leite (10,7%) encabeçaram a lista da cesta básica da Ceasa. O feijão que foi afetado pelas geadas também já está mais caro na mesa do consumidor. O aumento foi de 9%.
Com o encarecimento do mês de julho, a variação da cesta básica no ano reverte uma tendência de queda e fecha em 1,4%. O acumulado dos últimos 12 meses (julho de 99 a julho de 2000) é de 8,3%. Para comprar os 13 produtos básicos para a alimentação mensal, um trabalhador precisa desembolsar R$ 105,42, ou seja, 75,8% do salário mínimo líquido.
O produto que mais pesa no orçamento mensal é a carne, que totaliza um gasto de 26% do salário mínimo para quem compra 6,6 quilos por mês. O segundo item é o pão com um impacto de 8,9% sobre o mínimo. O gasto mensal para uma pessoa é de R$ 13,00. A carne e o leite também são os produtos que mais encareceram nos últimos 12 meses, com aumento de 26%. Em compensação no acumulado do ano a queda no preço foi de 2,2%, no caso da carne. O leite aumentou 31% desde janeiro.
São Paulo é a capital que tem a mais cara cesta básica, que custa R$ 111,43. Em seguida estão Porto Alegre (R$ 105,57), Brasília (R$ 105,42) e Curitiba (R$ 105,30). De todas as capitais pesquisadas, apenas Salvador, Fortaleza, Vitória e Natal tiveram redução no custo da alimentação. O maior aumento foi em Curitiba.


