Cesta básica volta a ter alta
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 1998
Carmem Murara 
A redução das vendas e o aumento do desemprego, fatores que deveriam provocar uma queda nos preços dos produtos, ainda não se refletiram no setor alimentício. A cesta básica pesquisada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) teve um aumento de 2,66% em outubro sobre o mês anterior, registrando crescimento pelo segundo mês consecutivo. Até agosto, os preços dos 13 produtos que compõem a cesta básica, apresentavam quedas consecutivas, o que garantiu uma variação negativa de 4,39% na média acumulada desde janeiro.
O aumento crescente desde setembro surpreendeu os economistas do Dieese. Com a recessão econômica sempre há uma tendência de redução nos preços dos produtos, afirmou o supervisor do Dieese, Nelson Karan. Ele disse que a pesquisa feita na primeira semana deste mês indica que a cesta básica terá um pequeno aumento em novembro.
Dos 13 itens pesquisados, seis ficaram mais caros, dois se mantiveram estáveis e cinco estão mais baratos. Os maiores aumentos ocorreram no preço da banana (28,42%), arroz (6,42) e batata (5,38%). A carne teve um aumento de 3,29% pelo segundo mês consecutivo.
Com a cesta básica a R$ 95,28, Curitiba é a terceira capital com a alimentação domiciliar mais cara do País, ficando atrás de São Paulo (R$ 102,49) e de Porto Alegre (R$ 99,61). A cesta básica mais barata foi registrada em Salvador, onde um trabalhador gasta R$ 76,70 para comprar os mesmos produtos. A pesquisa do Dieese apontou ainda que, entre as 16 capitais pesquisadas, oito tiveram aumento no preço da cesta básica e oito tiveram queda. A maior variação foi em Fortaleza (3,7%) e a menor, no Rio de Janeiro, com queda de 3,5%.


