Desde a adoção do Plano Real, em julho de 1994, até o mês de junho deste ano, o preço da cesta básica registrou uma alta de 38,83%. O consumidor, que no dia 30 de junho de 1994 gastava R$ 106,40 para adquiri-la, passou a dispender R$ 147,72 . Os dados constam da pesquisa sobre o custo médio da cesta básica durante o Real realizada pela Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, em convênio com o Dieese.
Pelos dados do balanço, a maior variação constatada no período foi do grupo Limpeza, com 60,57%, seguido do grupo Higiene Pessoal, com 44,26%, e do grupo Alimentação, com 35,53%. No entanto, apesar do grupo alimentação apresentar a menor variação no período, o grupo exerceu a maior pressão para a alta final no preço da cesta básica por concentrar os produtos de maior peso na composição da cesta, como a carne de primeira e a carne de segunda sem osso, que registraram variação de 67,53% e 52,14%, respectivamente.
Os maiores aumentos verificados na pesquisa, no período de sete anos do Plano Real, foram da batata (190,57%) e da cebola (93,88%), enquanto as maiores quedas ficaram por conta do café embalado em papel laminado (29,07%) e do açúcar (11,26%).

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