Cesta básica tem queda pelo 4º mês consecutivo
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sexta-feira, 04 de setembro de 1998
Carmem Murara 
As donas de casa de Curitiba que saíram às compras no mês passado economizaram 2,25% em relação ao mês anterior, ao comprar os 13 produtos básicos que compõem a cesta básica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). A variação negativa foi registrada pelo quarto mês consecutivo e totaliza uma queda acumulada de 6,99% desde o início do ano. O índice calculado desde agosto do ano passado registra uma redução de 1,52%. A pesquisa mensal do Dieese é feita por amostragem em supermercados, feiras livres, armazéns, padarias e açougues.
Entre os produtos pesquisados, o tomate foi o responsável pela queda mais acentuada nos preços. O produto ficou 21% mais barato sobre o mês de julho, que já havia apresentado variação negativa. A redução de preços tem sido verificada ainda no açúcar e feijão. No mês de agosto, o café teve redução de 13,4%, óleo de soja caiu 6% e feijão 2,4%. Os produtos da cesta básica que apresentaram aumento de preços foram a farinha de trigo com 3,7%, batata com 3,2% e manteiga com 2,6%.
O custo da ração alimentar mínima para uma pessoa é de R$ 92,62. Segundo a avaliação do Dieese, para uma família formada por quatro pessoas se alimentar são necessários R$ 278, o que representa 2,14 salários mínimos. Com estes resultados chegamos a conclusão que o salário mínimo deveria ser de R$ 852,11 para atender as exigências da lei que o instituiu, afirmou o economista Cid Cordeiro. A lei leva em conta que o salário mínimo deveria suprir as necessidades de moradia, transporte, lazer e vestuário.
A pesquisa aponta ainda que Curitiba é a terceira capital mais cara do País, sendo superada por São Paulo (R$ 101,43) e Porto Alegre (101,36). A terceira colocação representa uma melhoria para Curitiba, que durante todo o ano passado disputou com São Paulo a condição de capital mais cara.


