Curitiba - As cidades de Curitiba e Londrina registraram baixa na cesta básica no mês de julho. Na capital, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou recuo de 4,86%, terceira maior queda entre as 17 cidades pesquisadas no mês. Em Londrina, segundo dados do professor Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da Pesquisa da Cesta Básica em Londrina, a cesta teve variação negativa de 3,49%.
Pelos dados do Dieese essa é a terceira queda seguida registrada em Curitiba depois de uma alta acumulada de 12,68% nos quatro primeiros meses do ano. Apenas do recuo, o preço dos produtos da cesta acumulam alta de 2,01% desde o início de 2010 e de 4,55% nos últimos doze meses. Em Londrina o produto que registrou maior baixa foi a batata, com recuo de 39,74%, seguido pelo feijão, com queda de 10,93%. Já a margarina teve alta de 7,98% e a carne registrou aumento de 4,68%.
Segundo o economista Sandro Silva, do Dieese, é provável que essa tendência de queda seja revertida em agosto, quando alguns produtos entre em período de entressafra. ''Agora já estamos na época do início da colheita do trigo, mas outros produtos como o tomate já entram em entressafra'', adianta.
O preço total da cesta básica de julho em Curitiba ficou em R$ 216,11 e em R$ 648,33 para uma família (casal e dois filhos). Em Londrina, o custo da cesta ficou em R$ 188,02 para uma pessoa e R$ 564,05 para uma família.
Apesar disso o aumento registrado nos últimos doze meses na cesta básica curitibana ficou abaixo da inflação do período, que foi de 4,76%. Houve queda no preço de oito dos 13 produtos da cesta, com destaque para o tomate, que recuou 24,05%, a banana, com -16,95% e o açúcar, cujo preço caiu 7,18%.
Para Silva, outra tendência importante apresentada pelos dados de julho é do aumento do poder aquisitivo do trabalhador. ''Este mês a cesta básica comprometeu apenas 46,06% do salário mínimo líquido, um percentual inferior ao comprometimento visto em junho, que era de 48,41%'', explica. Na média do ano o comprometimento é de 44,10%, o menor índice registrado desde o início da série histórica em 1983.

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