Cesta básica tem deflação, após cinco meses de alta
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sexta-feira, 05 de outubro de 2012
Andréa Bertoldi <br> Reportagem Local 
Curitiba - Depois de cinco meses consecutivos de alta, a cesta básica de Curitiba apresentou queda de 0,05% em setembro. De abril a setembro, a cesta tinha subido 14%. O principal motivo que provocou a deflação foi a queda de 11,64% no tomate. Entre abril e agosto, o tomate havia subido 187,9%. Caso este produto tivesse ficado estável, o índice geral da cesta subiria 1,89%. O tomate foi o único alimento que teve queda em setembro.
No ano, a cesta acumula alta de 12,79%, bem maior que a inflação do período que foi de 3,77% e, nos últimos 12 meses, o aumento é de 15,84%. Em setembro, o item que mais subiu foi a batata (29,37%) em função da entressafra e da queda de produtividade. Apenas nos meses de agosto e setembro, este produto subiu 36,03%. O arroz foi o segundo produto que mais subiu (9,73%) devido a quebra de safra. Entre fevereiro e setembro, o aumento do arroz foi de 19,85%.
O óleo de soja ficou 2,78% mais caro com a quebra da safra de soja no mercado internacional. Entre fevereiro e setembro, a alta do produto foi de 19,86%. Outros aumentos ocorreram na manteiga (2,56%), farinha de trigo (2,28%), feijão (1,70%), açúcar (1,43%), banana (1,33%), pão (1,13%), carne (0,68%), leite (0,53%) e café (0,25%).
A pesquisa realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que o custo da cesta para uma família curitibana formada por um casal e duas crianças foi de R$ 841,26. Para um trabalhador o custo estimado em setembro era de R$ 280,42.
O salário mínimo necessário calculado pelo Dieese em setembro foi de R$ 2.616,41. Em setembro, Curitiba teve a nona cesta mais cara entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese e esteve entre as oito cidades que tiveram redução no preço da alimentação.
No ano, os produtos que mais subiram foram feijão (31,50%), arroz (23,03%), batata (58,12%), tomate (94,54%), banana (24,49%) e óleo de soja (19,43%). A tendência para o mês de outubro, segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, é de alta dos preços dos alimentos. Caso o tomate continue caindo e a batata estabilize, ele acredita que a cesta de outubro possa ter deflação em outubro.



