Curitiba - O custo da cesta básica em Curitiba aumentou 19,78% em 2001, acima do reajuste concedido ao salário mínimo em abril (19,21%) e bem acima da inflação do período, estimada em 8%. A capital paranaense fechou o ano passado com a segunda cesta básica mais cara do Brasil, com o valor de R$ 130,67, atrás apenas de Porto Alegre (R$ 131,12), segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Apenas duas outras capitais registraram aumento do conjunto básico de alimentos superior ao do salário mínimo: Florianópolis (23,79%) e Vitória (21,23%).
Em dezembro, o valor da cesta básica em Curitiba aumentou 0,62% em relação a novembro. Os itens que mais influenciaram na alta foram o tomate, que subiu 31%; a manteiga, com variação de 6,48%; e o pão francês, com 0,7%, que apresentou alta mesmo com a queda de preço da farinha de trigo, (-4,9%). O leite e o café mantiveram o preço estável. Os outros alimentos que tiveram redução no preço foram a banana (-6,11%) e a batata (-5,95%).
‘‘A tendência é que o preço da farinha caia mais, já que a desvalorização do peso na Argentina vai motivar a exportação de alguns produtos, como o trigo, provocando redução no preço, já que vai haver oferta maior no mercado. Porém, o reflexo no pão francês vai demorar ainda um pouco para aparecer’’, afirmou o economista técnico do Dieese, Sandro Silva. ‘‘Mas ainda é difícil saber as consequências das medidas econômicas na Argentina aqui’’, acrescentou.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, atingiu 7,61% em Curitiba entre janeiro e novembro de 2001. A taxa foi maior que a média nacional, de 6,98%, que leva em conta dez regiões metropolitanas e Brasília.

mockup