Cestá básica tem alta de 2,52% em Curitiba
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quarta-feira, 02 de março de 2005
Andréa Bordinhão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A cesta básica de Curitiba apresentou alta de 2,52% em fevereiro na comparação com janeiro. Isso significa que a alimentação básica para uma família de quatro pessoas na Capital custou R$ 492,39 no mês passado. No acumulado dos primeiros dois meses de 2005, em relação ao mesmo período de 2004, o aumento de preço já chega a 5,27%. Os principais vilões da cesta básica curitibana em fevereiro foram o tomate, com alta de 27,18%, e a batata, que subiu 21,71% de preço. Em janeiro a batata já tinha subido, registrando, portanto, uma alta acumulada nos dois primeiros meses do ano de 48,11%. Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Diesse) do Paraná.
O economista do Dieese-PR, Sandro Silva, explicou que a grande alta do custo da cesta básica em apenas dois meses é pontual. Isso porque, segundo Silva, questões climáticas tiveram influência no preço da batata e do tomate. ''Podemos verificar o aumento no preço desses dois produtos em fevereiro em boa parte das capitais do Brasil'', afirmou. Entre os alimentos pesquisados, também apresentaram alta de preço a banana (2,37%), o óleo de soja (1,27%), a carne (1,25%), o pão (0,77%) e o café (0,40%). Dois dos produtos que tiveram seu custo elevado em fevereiro tinham apresentado queda em janeiro na comparação com dezembro de 2004: o tomate, que vem de uma queda de 14,17% e o óleo de soja, que tinha caído 8,17%.
Já entre os produtos que apresentaram queda nos seus preços em fevereiro o destaque é o arroz (-11,24%). Silva explicou que o preço do produto estava num patamar muito elevado e por isso uma queda tão grande. Seguem na queda de preço o leite (-3,30%), o que segundo o economista já era esperado, a farinha de trigo (-3,23%), o feijão (-2,34%), o açúcar (-1,69%) e a manteiga (-1,42%). Em janeiro este último produto tinha subido 12,15% de preço. Para Silva, a alta da manteiga em janeiro não tinha justificativa, já que os insumos dela estavam caindo de preço. Segundo ele, o aumento deve ter sido uma estratégia de mercado e por isso a queda agora.
Para março a expectativa do Dieese-PR para Curitiba é positiva. ''Dá para perceber que o preço do tomate, se o clima colaborar, vai baixar neste mês, o que deve puxar o preço da cesta para baixo'', explicou. Já a batata, segundo Silva, deve continuar com o preço estável em um patamar elevado.


