Cesta básica tem alta de 1,38% em janeiro
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terça-feira, 06 de fevereiro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A cesta básica de Curitiba teve alta de 1,38% em janeiro, porcentual superior a inflação que ficou no patamar de 0,40%. Em dezembro, a cesta tinha registrado uma queda de 5,34%. A elevação foi provocada, principalmente pelo aumento do tomate (30,38%), do leite (12,73%) e do óleo de soja (7,49%). O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, disse que, apesar da alta que a cesta teve em janeiro, não é uma tendência que os alimentos vão pressionar a inflação o ano todo. A cesta de Curitiba foi a sétima mais cara entre 16 capitais pesquisadas.
Cordeiro explicou que o tomate vinha com queda acentuada mas, as chuvas excessivas, provocaram uma redução de oferta, o que elevou os preços. O óleo de soja e a farinha de trigo ficaram mais caros porque o preço internacional da soja e do trigo subiram. Para ele, a alta do leite está relacionada a recuperação de margem de lucro do setor. Em janeiro também ficou mais cara a manteiga (0,66%). Os únicos produtos que ficaram estáveis foram o arroz e o pão.
Apesar da alta de 1,38%, a cesta teve seis produtos com deflação: batata (-5%), açúcar (-3,92%), feijão (-3,51%), banana (-3,50%), café (-2,96%) e carne (-2,95%). Cordeiro explicou que é normal a carne ter um aumento em dezembro em função das festas de final de ano. Em janeiro, o preço do produto cai com a redução de consumo provocada pelas férias. A batata teve a maior queda entre os 13 produtos pesquisados pelo Dieese devido a supersafra que o Paraná teve neste ano. Matéria publicada pela Folha em janeiro, mostrou a situação de Guarapuava e de Contenda (município próximo a Araucária) nos quais os produtores estavam jogando produto fora devido ao excesso de oferta. Nos últimos 12 meses, a batata teve queda de 64%.
Nos últimos 12 meses a cesta básica teve um aumento de 4,37%. Em janeiro, o custo dos 13 itens para uma família curitibana (um casal e duas crianças) foi de R$ 510,87, sendo necessário 1,46 salários mínimos para comprar os produtos. No primeiro mês do ano, a cesta de Curitiba teve a 11maior variação entre 16 capitais pesquisadas. ''Comparando o aumento de Curitiba com outras capitais, o aumento foi baixo. Mas, isso não tira a condição de que esta variação registrada em Curitiba é alta'', explicou Cordeiro.
O Dieese calcula que o salário mínimo necessário seria de R$ 1.565,61 para poder atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, valor bem superior aos atuais R$ 350. Para fevereiro, a expectativa é de alta da cesta mas, em patamar menor que em janeiro.


